Mostrando postagens com marcador The Beatles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Beatles. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Confira como os Beatles ainda sustentam Liverpool de forma brilhante


O site da BBC fez hoje um levantamento sobre a influência dos Beatles ainda muito existente em Liverpool, resultando em empregos, turismo, e muitas outras coisas. Os números são surpreendentes! 

Um relato do Liverpool Council, mostra que, atualmente, 2.335 empregos são relacionados com os Beatles. Levando em conta que, no total, são 230.800 vagas de trabalho na cidade, chega-se à conclusão que 1 a cada 100 empregos é relacionado à banda. 

Além disso, os quatros garotos são o fator que mais impulsiona o turismo pela região. Dos 2 milhões de visitantes, 1 milhão vai ao local por causa dos Beatles.


O museu The Beatles Story é a maior exibição permanente da banda, com um total de 4 milhões de visitantes desde 1990, quando foi aberto. 

Há 135 empregados entre lugares históricos, como o museu citado acima, o Cavern Club e outras exposições relacionadas à banda. 

Por ano, o Liverpool movimenta cerca de 13 milhões de Libras em hotéis que possuem os Beatles como tema. São, no total, 400 empregos gerados por estes.

E isso tudo é só uma parte. Ainda há diversas fontes de rendas constantes para a cidade, como o Liverpool Institute of Performing Arts (LIPA), cursos sobre a banda em outras universidades da cidade, etc.

Desta forma, especialistas afirmam que a receita que os Beatles geram em Liverpool fica em torno de 82 milhões de Libras por ano (equivalente a aproximadamente R$472 milhões na cotação atual)! 

Não há dúvida de que esta seja a banda mais influente da história, e hoje é provado que não é apenas na música. Faz 46 anos que os Beatles anunciaram sua separação, mas eles ainda estão em todos os lugares, mesmo!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Série original da Netflix para crianças tem Beatles como trilha sonora!


O site da revista Rolling Stone publicou hoje que a Netflix está produzindo uma série original inspirada na música dos Beatles. 

Clássicos como "Help!", "All You Need Is Love", "Come Together", "Penny Lane", "Yellow Submarine", "Lucy In the Sky with Diamonds", "Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band" e "Magical Mystery Tour" serão interpretados na série, além de contar com a participação de diversos artistas, como Pink!, Eddie Vedder, James Bay, Sia, The Shins, Of Monsters and Men, Chris Cornell, Regina Spektor, James Corden e Birdy. 

"Estou muito feliz em participar deste projeto do Josh Wakely (diretor da série)”, disse Eddie Vedder. "É uma série infantil incrível, com uma animação linda e ótimas histórias. E, obviamente, algumas das melhores canções do mundo."

Ainda segundo o site, a série utilizará 53 músicas do catálogo de Lennon/McCartney, mas tem o direito de 300 canções. 

Confira o trailer: 


Preparados para voltar a ser crianças? 

Ingressos para sessão de "A Hard Day's Night" já estão à venda!


Atenção, Beatlemaníacos! Já é possível comprar os ingressos para assistir ao "A Hard Day's Night" nos cinemas!

No total, serão 16 salas exibindo o filme, com sessões nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Florianópolis, Curitiba, Natal, Campinas, Cuiabá, Niterói, Londrina, Santos e Aracaju.

Os ingressos podem ser comprados pelo site www.ingresso.com, para os dias 3, 6 e 8 de março, e custam entre R$20 (estudante) e R$40 (inteira).

O filme foi remasterizado para uma versão em 4K em comemoração aos seus 50 anos de lançamento, em 2014. Aqui no Brasil, havia sido exibido somente uma vez, no Festival de Cinema do Rio.

Pronto para se sentirem na Beatlemania?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Filme dos Beatles estará em cartaz nos cinemas!


O Carnaval está começando com uma ótima notícia para os Beatlemaníacos!

Segundo o site Billboard, o primeiro filme dos Beatles, "A Hard Day's Night", será exibido nos dias 3, 6 e 8 de março em sessões da rede Cinemark.

Em 2014, para a comemoração dos 50 anos da obra, o filme foi remasterizado para uma versão 4K, o que significa uma qualidade incrível na imagem. No Brasil, ele foi exibido apenas uma vez, no Festival de Cinema do Rio.

O preço do ingresso estará entre 20 (estudantes) e 40 (inteira) reais. Mais detalhes serão divulgados em breve pela Cinemark.

Confira o pôster:


Para mais informações, fique ligado no The Beatles Report.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Nova campanha publicitária do OMO tem versão de música dos Beatles como trilha sonora


Ontem, o OMO postou em seu canal do YouTube a nova campanha publicitária da marca. 

Visando mostrar que pequenas mudanças é que fazem a diferença, a empresa escolheu a música "Revolution", dos Beatles, como tema da campanha. 

No vídeo, podemos ver diversas crianças cantando uma versão em português da canção dos garotos de Liverpool. 

Confira:


Não teria música melhor para descrever as #pequenasrevoluções da campanha do OMO! 

Para mais novidades, fiquem ligados no The Beatles Report. 

Se os Beatles fossem paulistanos, quais lugares eles mais frequentariam?


Hoje, a grande São Paulo completa 462 anos! Para celebrar o aniversário dessa metrópole com tantos Beatlemaníacos, que tal um post especial para essa data? 

Se os Beatles fossem paulistanos, quais seriam os lugares que eles mais frequentariam? 

Paul McCartney



Bom, Paul McCartney certamente seria um assíduo habitante do Parque do Ibirapuera, onde poderia aproveitar a tranquilidade e a natureza que tanto gosta para seus longos passeios de bicicleta! 


Já para passeios noturnos, Paul certamente frequentaria lugares com uma boa música para esgotar todo o seu gingado! 


John Lennon


Para John Lennon, o que seria melhor do que aproveitar uma manhã na Avenida Paulista fechada para carros? Sem contar na passadinha que ele daria no MASP sempre que desse! 


Para as noitadas, John certamente escolheria algum bar ou balada na Rua Augusta. Afinal, existe algum lugar melhor para mostrarmos passos de dança como esse, sem sermos julgados?  Gente como a gente.


George Harrison



George, indiscutivelmente, era o Beatle mais centrado e espirituoso. Seu tempo seria muito bem gasto no Jardim Botânico (sim, existe um Jardim Botânico em São Paulo!), onde ele poderia apreciar os mais diversos tipos de flores existentes por aqui. 


Apesar de não ser localizado na Cidade de São Paulo, George usaria suas tardes para dar uma passadinha no Templo Zu-Lai, localizado em Cotia (cerca de 40 minutos de carro da Avenida Paulista), o maior templo budista da América Latina. 

Ringo Starr


Bom, temos que assumir que achar um lugar onde sempre encontrássemos Ringo Starr, foi o mais difícil. 


Porém, todos nós sabemos que um dos hobbies favoritos de nosso querido Ringão, é a fotografia. Assim, o nosso baterista predileto seria um frequentador constante do Edifício Itália, onde poderia tirar lindas fotos do alto da grande São Paulo. 


Diferente dos outros Beatles, Ringones descartaria os passeios noturnos, afinal, essa exposição constante ao Zika Vírus não está nada fácil, não é mesmo? Melhor garantir a saúde em primeiro lugar! 

Esperamos que tenham gostado dessa singela homenagem à querida São Paulo. Que ainda venham muitos anos de trânsito, pessoas, caos... enfim, e muito mais disso aqui: 


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

São Paulo é a 4ª cidade que mais ouve Beatles no mundo


Morar em São Paulo é, muitas vezes, sair de casa e encontrar alguma pessoa usando camiseta dos Beatles, seja no metrô, na rua ou no shopping. 

Mas essa adoração toda pela banda britânica não fica só aí, não. O Spotfy, serviço de streaming de música, tem uma ferramenta que mostra estatísticas sobre cada banda em seu catálogo. Para a alegria  e orgulho dos beatlemaníacos paulistanos, a cidade aparece como a 4ª com mais execuções de músicas dos Beatles, apenas atrás da Cidade do México, Londres e Santiago. 


E não é só isso. A capital paulista também fica com a mesma posição na carreira solo do Beatle Paul McCartney, atrás de Londres, Cidade do México e Santiago. 



Ainda é muito cedo para renomearmos a cidade para Saint Paul? 

Para mais informações, fique ligado no The Beatles Report! 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Confira a gravação inédita de 'And I Love Her' por Kurt Cobain!


O documentário 'Montage of heck', sobre Kurt Cobain, ainda nem foi lançado, mas já levou muitos fãs à loucura. 

Desta vez, o motivo de tanta repercussão foi o vazamento de uma versão inédita da música 'And I Love Her', dos Beatles, interpretada por Cobain, só com violão e voz. Clique aqui para ouvir. 

O documentário será lançado no dia 4 de maio nos Estados Unidos, pela HBO. 

Aqui no Brasil, o documentário será exibido pela rede Cinemark, de 18 a 22 de junho. 

Para mais informações, fique ligado no The Beatles Report!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Abbey Road e Google Maps lançam passeio virtual pelas instalações do estúdio


Os fãs de Beatles e música em geral podem realizar, a partir de agora, o sonho de conhecer as instalações dos famosos estúdios da Abbey Road, em Londres. Ou quase isso.

Usando mais de mil fotos em qualidade HDR, o estúdio lançou, em parceria com o Google Maps, um passeio virtual por suas salas de gravação (clique aqui para conhecer), mostrando detalhes do processo de trabalho e contando histórias de artistas e bandas que passaram por ali, como os Beatles (claro), Pink Floyd, Queen, Coldplay, Elgar, Kanye West, Sigur Rós, Adele e Lady Gaga.

O visitante pode optar por três passeios, guiados pelo produtor Giles Martin (filho de Sir George Martin, que produziu quase todos os álbuns dos Beatles), o coordenador de produtos de áudio Mirek Stiles ou a DJ e apresentadora Lauren Laverne. Todos os tours são em inglês, por enquanto, mas, caso prefira, o internauta pode apenas transitar pelas instalações do estúdio, clicando nos pontos interativos (vídeos, fotos e textos).

Por conta do intenso trabalho de gravação e edição diários, os estúdios da Abbey Road são fechados para visitação. Ainda assim, milhares de turistas visitam a fachada semanalmente para tirar fotos, escrever nos muros ou atravessar a tão famosa faixa de pedestres, eternizada na capa do álbum "Abbey Road", dos Beatles, de 1969.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Black Album dos Beatles, produzido por Richard Linklater e Ethan Hawke para Boyhood


Texto retirado do site 'O Esquema': 

Acho difícil pra caramba escrever sobre Boyhood. Em poucas palavras, ficarei bastante surpreso caso veja algo melhor nos cinemas em 2014. O filme foi produzido ao longo de 12 anos por Richard Linklater. Com os mesmos atores, ele contou 12 anos da vida de uma família, focando no crescimento de um dos filhos. Ele começa com o garoto aos seis anos, com os pais recém-separados, e segue até os 18. O ponto é que esse esforço todo do Linklater para filmar ao longo de mais de uma década é quase detalhe quando o filme é projetado. A passagem é tão sutil que as vezes nem lembramos que estamos vendo o tempo passar de verdade na tela. Foda demais.


Quando o protagonista já tá lá pelos 15 anos o pai dele dá de presente para o garoto uma coletânea dos Beatles. O nome da mixtape presente no cd é Black Album e reúne as principais obras dos quatro Beatles após o término da banda. No entanto a coletânea foi produzida de verdade pelo Ethan Hawke, intérprete do pai do protagonista do filme, para sua filha na vida real. Fiquei sabendo dessa história via BuzzFeed, que publicou a carta produzida pelo ator para sua filha e adaptada para o personagem principal do filme, Mason. Na cena que o presente é mencionado, parte dessa explicação é citada pelo pai do garoto.

Segue a tradução da carta do personagem com a explicação do presente e em seguida a lista com todas as músicas dos três CDs da coletânea. O original, em inglês, tá lá no BuzzFeed:

"Mason,
Eu queria te dar de presente de aniversário algo que dinheiro não pode comprar, algo que apenas um pai pode dar para um filho, como uma relíquia de família. Isso é o melhor que consegui. E desde já, minhas desculpas.

Meu presente para você: O BLACK ALBUM DOS BEATLES.

O único trabalho do qual fiz parte e pelo qual sinto algum orgulho por envolver algo nascido em um espírito de colaboração - a ideia não pertence a ninguém especificamente, mas surge daquela magia criativa imprevisível que acontece quando energias colidem.

Isso é o melhor trabalho solo de John, Paul, George e Ringo pós-Beatles. Eu basicamente reuni a banda exclusivamente para você. Tem essa coisa que acontece quando você ouve muito dos trabalhos solos deles separadamente - muito Lennon: de repente há um pequeno clima de egocentrismo; muito Paul e pode ficar sentimental - vamos assumir, há um transtorno de personalidade meio patético aqui; muito George: ok, todos temos o nosso lado espiritual, mas só é legal por seis minutos, certo? Ringo: ele é engraçado, irreverente e cool, mas ele não consegue cantar - ele teve alguns hits nos anos 70 (até mais que Lennon), mas você não vai pra casa e se matar de ouvir um Ringo Starr do início ao fim, você simplesmente não vai fazer isso. Quando você junta os trabalhos deles, no entanto, quando você coloca um do lado do outro e deixa fluir - eles aprimoram-se e você começar a ouvir: O S B E A T L E S.

Apenas escute o CD inteiro, ok?

Acho que talvez seja o fato do Lennon ter sido baleado e morto aos 40 (um das últimas músicas compostas por ele foi Life Begins at 40, que ele escreveu pro Ringo - e eu não consegui me convencer a incluir a canção no mix pois ironia da situação ainda não é engraçada pra mim) e eu acabei de chegar aos 40 e isso resultou no BLACK ALBUM. Eu ouço essas canções e por alguma razão (talvez o sofrimento constante e transformador do divórcio com a sua mãe) me encho de tristeza pelo término amargo da amizade entre John e Paul. Eu sei, eu sei, eu sei, isso não tem nada a ver comigo, mas caramba, me explique mais uma vez porque o amor não pode durar para sempre. Por quê ficamos egoístas? Por quê eles ficaram? Por quê costumamos ver dons como possíveis ameaças e diferenças como deficiências? Por quê não conseguimos perceber que nossos atritos podem ser utilizados para polir as qualidades de outra pessoa?

Li uma história sobre a morte da mãe do John:

Ele era um adolescente revoltado - com um canivete no bolso, cigarro nos lábios e sexo na cabeça. No funeral da mãe desequilibrada e recém-falecida (que ele havia acabado de ficar mais próximo), ele - bêbado e puto - socou um membro da banda e deu o fora. Alguns anos mais novo, o Paul - um moleque que ainda não ligava muito pra garotas, ainda UNCOOL e presente na banda graças às suas habilidades com a guitarra apesar de ser meio infantil - correu atrás do John na rua dizendo: "John, por quê você está sendo tão babaca?".

O John respondeu, "Minha mãe acabou de morrer, porra!"

E o Paul disse, "Você nunca perguntou sobre a minha mãe."

"O que tem ela?"

"Ela também está morta."

Eles se abraçaram no meio da rua. Aparentemente o John disse, "Podemos por favor começar uma porra de banda de rock'n'roll?".

Essa história respondeu a dúvida presente no meu cérebro ao longo de todo minha vida como ouvinte de música: Se os Beatles estiveram juntos ao longo de apenas 10 anos e os membros da banda eram tão novos ao longo desse período, como eles conseguiram escrever Help, Fool on the Hill, Eleanor Rigby, Yesterday, e A Day in the Life? Eles eram apenas caras de 25 anos cercados por garotas em frente aos seus hotéis e com direito ao tanto de champagne que um moleque consegue beber. Como eles conseguiram desenvolver suas mentes para feitos artísticos tão grandiosos?

Eles conseguiram pois estavam sofrendo. Eles sabiam que o amor não dura pra sempre. Eles descobriram isso ainda muito novos.

No BLACK ALBUM é possível ouvir os caras cantando sobre a vida adulta: casamento, paternidade, sobriedade, crescimento espiritual, a vacuidade do sucesso material - Starting Over, Maybe I'm Amazed, Beautiful Boy, The No No Song, God - e eles ainda estão plenamente conscientes desse fato: o amor não é eterno.

Eu não quero que isso seja verdade. Eu quero Lennon/McCartney escrevendo lindamente juntos para sempre, mas esse é o objetivo? Da mesma forma, se o objetivo de uma rosa fosse durar para sempre, seria feita de pedra, certo? Então como lidamos com essa ideia com graça e maturidade? Se você é romântico, como eu, é difícil não tentar encontrar algum indício da retomada da amizade entre eles. Todos os sinais apontavam para isso.

Quando Paul esteve no SNL recentemente, ele tocou praticamente apenas canções do Lennon. E ele fez isso explicitamente feliz.

Ouça Here Today do Paul.

Você consegue escutar Two of Us (a última canção que eles escreveram juntos) e não sofrer um pouco? O que estavam pensando aqueles dois garotos sem as mães, que outro dia estavam abraçados no meio da rua, quando eles escreveram "The two of us have memories longer then the road that stretches out ahead"?

A dinâmica da separação deles, como em qualquer divórcio, é um mistério. Alguns dizem que Paul, o pupilo, havia superado John, o mentor, e eles não conseguiam chegar a um novo equilíbrio. Outros dizem que o Paul era um pentelho que pegou todos os direitos das canções dos outros três. E ainda tem os que falam que sem o Brian Epstein não havia mediador entre os egos deles. Vai saber.

Eu toquei Hey Jude pra sua irmã outro dia e ela ouviu várias vezes. Contei pra ela que a música foi escrita por McCarney para o filho de Lennon após o divórcio de seu pai e ela prestou ainda mais atenção. O George uma vez disse que Hey Jude foi o início do fim dos Beatles. O Brian Epstein havia acabado de morrer e John e Paul estavam sozinhos para administrar o recém-criado selo Apple. Eles gravaram Hey Jude e Revolution como single. Normalmente, o Brian decidia qual música seria ladoA e qual seria lado B, mas agora estava por conta deles. O John acreditava que Revolution era uma canção de rock política importante e que eles precisavam se colocar como uma banda adulta. O Paul achava que Revolution era brilhante, mas os Beatles eram uma banda essencialmente pop e então eles deviam abrir com Hey Jude. Ele sabia que seria um hit monstruoso e que política deveria vir num lado B subversivo. Eles votaram. Hey Jude venceu por 3 a 1. O George disse que o John sentiu uma espécie de golpe de estado por parte do Paul. Ele não estava explicitamente triste, mas ele começou a recuar. Não era mais a banda dele.

A ironia/lição dessa história está em uma outra história que ouvi: assim que Hey Jude/Revolution ficou pronto, os garotos tiveram a ideia maquiavélica de levar o single novo para uma festa de lançamento do novo disco dos Rolling Stones. O Mick Jagger diz que assim que os quatro chegaram e deixaram escapar estavam com o single, todo mundo clamou por escutar tão logo terminou o lado um do disco dos Stones. Assim que os Beatles começaram a tocar, o single ficou virando de um lado pro outro. O lado dois de Beggar's Banquet dos Stones jamais chegou perto da agulha.

Então não importa o quão louco o John fosse, ele não era tão louco assim...

Um vez perguntaram ao John se ele voltaria a tocar com o Paul, ele respondeu: "A dúvida pra mim é o que tocar. É tudo pela música. Nós tocamos bem juntos - se ele tiver uma ideia e precisar de mim, eu estaria interessado".

Eu amo isso.

Talvez a lição seja: o amor não dura pra sempre, mas a música que o amor cria talvez sim.

Eu e sua mãe não conseguimos fazer o amor durar pra sempre, mas você é a nossa música, meu amigo.

“And in the end, the love you take is equal to the love…”

Eu te amo. Feliz aniversário.

Seu Pai."

As canções do Black Album podem ser encontradas na playlist a seguir: 


Disco 1:
1. Paul McCartney & Wings, “Band on the Run”
2. George Harrison, “My Sweet Lord”
3. John Lennon feat. The Flux Fiddlers & the Plastic Ono Band, “Jealous Guy”
4. Ringo Starr, “Photograph”
5. John Lennon, “How?”
6. Paul McCartney, “Every Night”
7. George Harrison, “Blow Away”
8. Paul McCartney, “Maybe I’m Amazed”
9. John Lennon, “Woman”
10.Paul McCartney & Wings, “Jet”
11. John Lennon, “Stand by Me”
12. Ringo Starr, “No No Song”
13. Paul McCartney, “Junk”
14. John Lennon, “Love”
15. Paul McCartney & Linda McCartney, “The Back Seat of My Car”
16. John Lennon, “Watching the Wheels”
17. John Lennon, “Mind Games”
18. Paul McCartney & Wings, “Bluebird”
19. John Lennon, “Beautiful Boy (Darling Boy)” 20. George Harrison, “What Is Life”



Disco 2:
1. John Lennon, “God”
2. Wings, “Listen to What the Man Said”
3. John Lennon, “Crippled Inside”
4. Ringo Starr, “You’re Sixteen You’re Beautiful (And You’re Mine)”
5. Paul McCartney & Wings, “Let Me Roll It”
6. John Lennon & The Plastic Ono Band, “Power to the People”
7. Paul McCartney, “Another Day”
8. George Harrison, “If Not For You (2001 Digital Remaster)”
9. John Lennon, “(Just Like) Starting Over”
10. Wings, “Let ‘Em In”
11. John Lennon, “Mother”
12. Paul McCartney & Wings, “Helen Wheels”
13. John Lennon, “I Found Out”
14. Paul McCartney & Linda McCartney, “Uncle Albert / Admiral Halsey”
15. John Lennon, Yoko Ono & The Plastic Ono Band, “Instant Karma! (We All Shine On)”
15. George Harrison, “Not Guilty (2004 Digital Remaster)”
16. Paul McCartney & Linda McCartney, “Heart of the Country”
17. John Lennon, “Oh Yoko!”
18. Wings, “Mull of Kintyre”
19. Ringo Starr, “It Don’t Come Easy”


Disco 3:
1. John Lennon, “Grow Old With Me (2010 Remaster)”
2. Wings, “Silly Love Songs”
3. The Beatles, “Real Love”
4. Paul McCartney & Wings, “My Love”
5. John Lennon, “Oh My Love”
6. George Harrison, “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)”
7. Paul McCartney, “Pipes of Peace”
8. John Lennon, “Imagine”
9. Paul McCartney, “Here Today”
10. George Harrison, “All Things Must Pass”
11. Paul McCartney, “And I Love Her (Live on MTV Unplugged)”

Fonte: O Esquema

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

BH Beatle Week já tem ingressos à venda; série de tributos acontece em dezembro


A venda de ingressos para a BH Beatle Week começou na última segunda-feira, 20, mas deve durar pouco tempo graças à grande demanda do público, segundo o coordenador do evento, Aggeu Marques. "Alguns shows vão esgotar muito rápido, pois há muita expectativa por eles", explica o promotor dos concertos, que também é músico e se apresentará em meio à extensa programação. Entre 3 e 7 de dezembro, a capital mineira recebe bandas e artistas com shows em tributo ou sob inspiração do quarteto de Liverpool. 

Em sua terceira edição, a semana de celebração dos Beatles deve repetir o sucesso de público consolidado desde 2012. "As vendas antecipadas sempre foram muito boas, quem deixar para o fim não vai conseguir os melhores lugares, além de pagar mais caro", enfatiza Aggeu. 

Entre as atrações com ingressos já disponibilizados está o concerto da Orquestra de Ouro Preto, que executará somente canções do grupo britânico em arranjos originais. Marcado para um domingo no Cine Theatro Brasil, o show será registrado em DVD, que deve estrear na cidade natal de Paul, Ringo, John e George. "A intenção é que o material seja lançado na Beatle Week de Liverpool, em agosto do ano que vem", antecipa Aggeu.

Outro destaque na programação é o espetáculo Minas e os Beatles, que vai reunir artistas do estado e suas leituras pessoais para o acervo do quarteto. "Nós não vamos cantar músicas dos Beatles, vamos cantar músicas nossas que foram influenciadas por eles", explica Marques, que será acompanhado no show por Beto Guedes, Lô Borges, Tunai, Paulinho Pedra Azul, Affonsinho, Márcio Greyck e a Banda Fio da Navalha.

Além dos quatro dias de apresentações no Cine Theatro Brasil, a Beatle Week BH também contará com shows no Circuito do Rock, formado pelas casas Lord Pub, Circus e Jack, na Região Centro-Sul da capital. Durante toda a semana, os estabelecimentos vão oferecer três shows por noite inteiramente dedicados aos Beatles. Para estes eventos, a venda de ingressos começa em cerca de duas semanas.

Aos que pretendem comprar ingressos, o organizador aponta uma peculiaridade: "A plateia 2 no mezzanino do Cine Theatro Brasil tem uma visão maravilhosa e o preço bem em conta", opina Aggeu. Para conferir a programação completa e mais informações sobre vendas, acesse o site oficial da BH Beatle Week e a página no Facebook.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

16 nomes de bebês que saíram direto das suas músicas preferidas dos Beatles


Se você está para ser pai (ou mãe) e é fanático pelos Fab Four, mas os nomes John, Paul, George ou Ringo não te atraem, não se preocupe! Existem muitas outras maneiras de passar sua admiração para seu filho ou filha quando ele (ou ela) nascer.

Eis uma lista de nomes inspirados em nomes de músicas dos Beatles. Não é surpresa que esses nomes sejam tradicionalmente usados para meninas (eles escreveram muitas músicas para moças adoráveis), mas há também opções para os meninos, e muitos deles podem servir para os dois sexos, com alguma criatividade.

"Lucy In The Sky With Diamonds"


O personagem obcecado com os Beatles interpretado por Sean Penn em “Uma Lição de Amor” batizou a filha de Lucy por causa desse clássico do disco Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Muitos acreditam que a música seja uma referência velada ao LSD, mas na verdade a inspiração veio de Julian, filho de Lennon. Ele levou para casa um desenho que fez de uma colega na escola e deu a ele o nome de “Lucy – in the sky with diamonds”.

"Martha My Dear"


O nome da música foi inspirado na Old English Sheepdog de Paul McCartney, que se chamava Martha.

"Julia"


John Lennon escreveu a música para sua mãe, Julia Lennon, que morreu quando ele tinha 17 anos. John e a mãe tiveram uma relação turbulenta, mas ela incentivou sua paixão pela música e lhe deu de presente seu primeiro violão.

"Dear Prudence"


A epônima Prudence é a irmã mais nova de Mia Farrow, que os Beatles conheceram durante sua estada na Índia.

"Michelle"


O nome não se refere a nenhuma mulher em particular. Foi um professor de francês que o sugeriu a Paul McCartney, quando este pediu uma sugestão de nome e uma frase que rimasse com ele.

"Sexy Sadie"


Essa música do Álbum Branco inicialmente seria intitulada “Maharishi” (por causa do guru da banda, Maharishi Mahesh Yogi), mas George Harrison insistiu que o nome fosse trocado. Futuras Sadies do mundo, alegrai-vos.

"Rocky Racoon"


Essa canção folk originalmente se chamava “Rocky Sassoon”, mas Paul mudou o título por achar que “Rocky Raccoon” “soava mais caubói”.

"Lovely Rita"


Paul McCartney escreveu essa música sobre uma guarda de trânsito que lhe deu uma multa por estacionar em lugar proibido perto dos estúdios Abbey. O nome dela era Meta Davies, insistiu Paul, “mas ela tinha cara de Rita para mim”.

"Hey Jude"


Essa é outra música inspirada por Julian, filho de John Lennon. Paul McCartney a compôs para confortá-lo durante o divórcio do seus pais. O nome original era “Hey Jules”.

"Penny Lane"


Penny Lane é tecnicamente uma rua em Liverpol, mas, como mostra a personagem de Kate Hudson em “Quase Famosos”, também é um adorável nome feminino.

"Eleanor Rigby"


Segundo Paul McCartney, ele se inspirou em Eleanor Bron, co-estrela do filme “Help!”, e Rigby veio do nome de uma loja de Bristol. Ele disse que “só gostou do nome” e que ele “parecia natural”. Ainda assim, outros afirmam que há uma tumba de uma mulher chamada Eleanor Rigby no cemitério da igreja em que Paul e John se conheceram. Paul admite que essa lápide pode tê-lo influenciado inconscientemente.

"Lady Madonna"


O nome da música, que descreve uma mãe sobrecarregada e exausta, foi inspirada pela Virgem Maria e pela grande população de mulheres da classe trabalhadora de Liverpool.

"Maxwell's Silver Hammer"


O personagem que dá nome a essa música é um assassino ficcional que usa um martelo para matar mulheres. Maxwell pode não ter a história mais agradável, mas são poucos os nomes masculinos em músicas dos Beatles...

"Polythene Pam"


No começo da banda, os Beatles tocavam no Cavern Club, e uma das fãs era uma garota chamada Pat Hodgett. Ela foi apelidada de “Polythene Pat” por causa do estranho hábito de comer polietileno.

"The Continuing Story of Bungalow Bill"


John Lennon compôs essa música sobre um homem chamado Rik, que visitava sua mãe no mesmo retiro de meditação frequentado pelos Beatles nos tempos que a banda passou na Índia. John criticava Rik por caçar tigres por esporte e combinou os nomes de “Jim da Floresta” e “Bufallo Bill” para dar nome à canção.

"Doctor Robert"


Os Beatles sugeriram várias inspirações para o personagem-título da música, mas Paul diz que ele e John a compuseram pensando num médico de Nova York que dava drogas ilícitas para seus pacientes.

Fonte: Brasil Post

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Há 45 anos, o álbum 'Abbey Road' era lançado!


Em 1969, os Beatles iniciam novamente a produção de um novo disco. O projeto tinha a idéia de levar a banda de volta às suas origens, com gravações mais simples, sem grandes arranjos ou efeitos de estúdio. Além disso, os ensaios seriam filmados para a realização de um filme, mostrando toda a produção de um disco dos Beatles.

A princípio, o disco se chamaria “Get Back”, em referência à “volta” às origens do rock and roll e também ao título de uma das canções. Nessa época, a banda estava sem empresário fixo e eles mesmos gerenciavam a empresa Apple e suas sub-empresas. Este excesso de responsabilidade, aliado ao cansaço e aos problemas de anos de convivência, mais a pressão de um novo disco, fizeram o projeto ser abandonado, sendo lançado apenas no ano seguinte, com outro título, como veremos na próxima matéria da nossa coluna.

Alguns meses após o engavetamento do projeto, os Beatles voltam aos estúdios da gravadora EMI, para a produção um novo disco. Mesmo sem a menor disposição entre eles, todo o projeto foi muito bem elaborado, resultando em um dos mais belos discos da história. Chamado por alguns de “O canto do cisne”, o álbum mostra a dor e o alívio da separação do grupo, mas também algumas das mais lindas composições da maior banda de todos os tempos.


Após a traumática experiência das sessões de Let it Be / Get Back, que resultou somente em perda de tempo e de dinheiro, os Beatles abandonaram o projeto em uma gaveta qualquer da Apple e desistiram da idéia. A amizade do grupo estava muito abalada devido às constantes discussões e pelos problemas enfrentados na empresa. Paul McCartney queria que o advogado Lee Eastman, pai de Linda, fosse o novo empresário do grupo. Mas os outros três achavam que isso favoreceria Paul e suas decisões. John queria chamar Allen Klein para empresariar os Beatles. George e Ringo concordaram, mas Paul foi contra. Isso gerou ainda mais conflito entre eles, resultando em um processo por parte de Paul, contra os Beatles e Klein, nos anos 70.


Após a histórica apresentação dos Beatles no telhado da Apple, em 30 de janeiro de 1969, os Beatles abandonaram seus projetos e cada um seguiu para um lado, tentando esquecer os problemas e as mágoas da banda. Até que Paul McCartney entra em contato com George Martin, sugerindo que a banda voltasse aos estúdios da EMI, como nos velhos tempos. O produtor aceitou desde que tudo fosse levado a sério e que todos se empenhassem em produzir um ótimo disco, como sempre haviam feito. Os outros Beatles também concordaram em esquecer as divergências em prol de um trabalho coletivo; porém logo no início do projeto, Lennon e McCartney não entram em um acordo sobre a produção do álbum. John queria um disco simples de rock and roll, sem overdubs ou efeitos. Paul McCartney defendia a idéia de uma produção mais elaborada, com orquestras e tudo que os estúdios disponibilizavam. A solução foi dividir o álbum em duas partes: O lado A seria como John queria e o lado B seria segundo a vontade de Paul.


Durante as sessões de gravação, dificilmente os quatro Beatles estiveram juntos em estúdio. Ainda assim, o disco nos dá a sensação de que os problemas entre eles haviam sido esquecidos e só a música importava. Novos instrumentos foram acrescentados às gravações, como o Moog, um sintetizador que permitia a criação de vários timbres e que fez parte de algumas canções do disco. Além disso, George Harrison se consagra como compositor, em verdadeiras obras primas que contribuíram para o enriquecimento do álbum.


O LP trazia 17 faixas, sendo que o lado A tinha o final bruscamente interrompido na canção “I want you (she’s so heavy)”. O corte proposital é pra dar uma sensação de vácuo, após a euforia do final da canção. O lado B é aberto por “Here Comes the Sun”, a belíssima canção de George que mostra esperança no futuro. Em seguida, “Because”, composição de Lennon que emociona pelos vocais de Paul, John e George. A partir daí, um grande medley de canções não concluídas de John e Paul são perfeitamente “costuradas” em um belíssimo arranjo de George Martin. O disco que era pra terminar com o solo de bateria de Ringo, seguido pelo trio de guitarras em “The End”, ainda nos presenteia com a doce “Her Majesty”, gravada apenas por Paul McCartney no violão e voz.

O esforço do grupo em manter o clima de harmonia resultou em um álbum cuidadosamente elaborado, que nos emociona da primeira à ultima faixa.

Come Together – (Lennon/McCartney)
Gravação: 21, 22, 23, 25, 29 e 30 de julho de 1969

Composição de Lennon a pedido de Timothy Leary, que era candidato a governador da Califórnia. A canção acabou não sendo usada na campanha, mas entrou para o disco. Paul McCartney reprovava o “Shoot me”, dito por John entre as estrofes da canção. Por isso criou uma linha de baixo mais pesada, com a intenção de abafar o que Lennon dizia. Alguns anos mais tarde, Lennon admitiu que a canção foi inspirada em “You Can’t Catch Me”, de Chuck Berry e foi processado por plágio, mas a ação terminou em acordo. George Martin chegou a dizer que esta é sua canção favorita dos Beatles.

Something – (Harrison)
Gravação: 02 e 05 de maio, 11 e 16 de julho e15 de agosto de 1969

A composição mais famosa de George Harrison, escrita para sua esposa, Pattie Boyd, é considerada uma das mais belas canções dos Beatles. Frank Sinatra, que regravou “Something”, disse que se tratava de uma das maiores canções de amor. Mas em entrevista, atribuiu a composição a Lennon & McCartney. Inicialmente, a música foi oferecida a Joe Cocker, mas George voltou atrás e decidiu gravá-la. John Lennon sempre disse que era a melhor canção do disco.

Maxwell’s Silver Hammer – (Lennon/McCartney)
Gravação: 09, 10 e 11 de julho e 06 de agosto de 1969

Composição de Paul, que apostava no sucesso da canção. Fato que não ocorreu. As sessões de gravação dessa música duraram três dias e irritaram John, George e Ringo, que não aguentavam mais repetir a música, até ficar do gosto de Paul.

Oh! Darling – (Lennon/McCartney)
Gravação: 20 e 26 de abril, 17, 18, 22 e 23 de julho, 08 e 11 de agosto de 1969

Composição de Paul, que mostra o poder de seu vocal. Para conseguir cantá-la por completo com sua voz rasgada, Paul gravou a canção em várias partes separadas em dias diferentes, para não ficar sem voz. John Lennon chegou a dizer que gostaria de ter participado do vocal, mas como a relação entre eles não andava bem, esperava que Paul o convidasse, o que não aconteceu.

Octupus’s Garden – (Starkey)
Gravação: 26 e 29 de abril, 17 e 18 de julho de 1969

Segunda composição de Ringo para a banda (a primeira foi “Don’t Pass Me By”, do White Album). A inspiração veio de uma viagem à ilha de Sardenha, onde a guia turística falava sobre a vida marinha, comentando que os polvos se protegem com pedras coloridas em frente às suas tocas, criando uma espécie de jardim, o “Jardim dos Polvos”. George Harrison ajudou Ringo na composição, como podemos ver no filme “Let it Be”; porém seu nome não é creditado à canção.

I Want You (She’s So Heavy) – (Lennon/McCartney)
Gravação: 22 e 23 de fevereiro, 18 e 20 de abril, 08, 11 e 20 de agosto de 1969

O último encontro dos Beatles em um estúdio de gravação. Belíssima composição de Lennon que na verdade, juntou duas músicas suas que estavam inacabadas, criando uma só. O ritmo forte que aos poucos se transforma em fúria, vai sendo repetido até o final e se misturando até ser propositalmente cortado, dando a sensação de vácuo depois de toda a euforia e finalizando o primeiro lado do disco. Na versão em CD, o efeito é outro: A canção vai crescendo, dando a impressão de desespero, de excitação, até que vem o vácuo inesperado e em seguida surge a calmaria, representada na introdução de “Here Comes the Sun”.

Here Comes the Sun – (Harrison)
Gravação: 07, 08 e 16 de julho, 06, 11, 15 e 19 de agosto de 1969

Outra grande canção de George que foi muito regravada ao longo dos anos. Composta ao amanhecer, no jardim da casa de Eric Clapton. George se sentia aliviado e com esperanças em um futuro melhor, após tantos problemas com os Beatles e com a Apple. Assim como em “I Want You (She’s So Heavy)”, foi usado o sintetizador moog, que ainda era uma novidade na época. John não participou das sessões de gravação, porque estava se recuperando de um acidente de carro. O riff de violão foi inspirado em “If I Needed Someone”, composição de George para o disco “Rubber Soul”.

Because – (Lennon/McCartney)
Gravação: 01, 04 e 05 de agosto de 1969

Composição de John Lennon, que ao ouvir Yoko tocar “Moonlight Sonata”, de Beethoven, pediu que ela tocasse a partitura ao contrário. A melodia da canção, tocada de trás para frente, serviu de inspiração para esta composição. O moog também foi usado na gravação. John, Paul e George gravaram os vocais que foram triplicados, totalizando 9 vozes. No disco “Anthology 3” é possível ouvir somente a gravação das vozes. No disco “Love”, da trilha sonora do “Cirque du Soleil”, também foi incluída a versão somente com os vocais.

You Never Give Me Your Money – (Lennon/McCartney)
Gravação: 06 de maio, 01, 11, 15, 30 e 31 de julho e 05 de agosto de 1969

Primeira canção do grande medley do disco. Na verdade, esta faixa junta 3 pequenos pedaços de canções inacabadas, compostas por Paul McCartney. A primeira parte mostra a insatisfação de Paul com Allen Klein, que os outros Beatles haviam contratado para gerenciar os negócios da Apple. A segunda parte mostra a falta de perspectiva de um desempregado, fora da escola e sem dinheiro, mas com o “sentimento mágico” (“magic feeling”) da falta de obrigações. Em seguida, “um sonho doce” (“one sweet dream”) e a volta da esperança e da perspectiva no futuro. A canção termina com sons de grilo que permanecem até o início de “Sun King”.

Sun King – (Lennon/McCartney)
Gravação: 24, 25 e 29 de julho de 1969

Composta por John com o título original de “Here Comes the Sun King”. Mas para evitar confusões entre esta e a canção de George Harrison, o título foi alterado. De qualquer forma, a canção mostra que todos eles estavam muito otimistas com o futuro. No final, há uma mistura de palavras em inglês, italiano e espanhol, que na verdade não dizem nada. A guitarra de George foi inspirada na canção “Albatross” do grupo Fleetwood Mac. Embora o resultado não tenha sido tão parecido, a inspiração veio desta canção.

Mean Mr. Mustard – (Lennon/McCartney)
Gravação: 24, 25 e 29 de julho de 1969

Composta por John durante a viagem à Índia, esta canção fez parte das primeiras gravações demo do que seria o “White Álbum”, mas logo foi abandonada. A letra é real e fala de um homem que escondia todo seu dinheiro, para que ninguém o fizesse gastá-lo. Ouvindo a gravação demo feita na casa de George Harrison em 1968, é possível perceber que a irmã de Mustard se chamava Shirley; mas para a gravação do disco, John mudou o nome para Pam, associando à próxima canção, “Polythene Pam”.

Polythene Pam – (Lennon/McCartney)
Gravação: 25 e 28 de julho de 1969

Paul conta que John compôs esta canção depois de uma festa, onde conheceu uma garota. Quando ele foi para o quarto, a garota o esperava deitada, vestindo uma roupa de polietileno. John conta outra história. Diz que encontrou Royston Ellis, amigo de Liverpool, e sua namorada, que vestia roupas de polietileno. E há ainda a história de um sujeito chamado Pat Hodgett, freqüentador do Cavern Club, que costumava comer polietileno. As pessoas o chamavam de Polythene Pat. Difícil saber qual das versões é a verdadeira.

She Came In Through the Bathroom Window – (Lennon/McCartney)
Gravação: 25 e 28 de julho de 1969

Lenda 1 sobre a composição: Paul compôs a canção após ouvir do músico Ray Thomas, da banda The Moody Blues, que uma groupie havia invadido seu quarto, entrando pela janela do banheiro.
Lenda 2: Uma fã conseguiu entrar na casa de Paul McCartney pela janela do banheiro.  Qual das duas versões é a verdadeira? Boa pergunta…

Paul toca guitarra na gravação e George toca contra-baixo. Foram 39 takes para a gravação das guitarras e bateria e praticamente 2 dias para concluírem a canção que encerra a primeira parte do medley.

Golden Slumbers – (Lennon/McCartney)
Gravação: 02, 03, 04, 30 e 31 de julho e 15 de agosto de 1969

Paul compôs a canção após encontrar uma partitura antiga na casa de seu pai. Como não lia música, decidiu criar sua própria melodia para a canção. A letra sofreu alterações, mas a idéia principal era a mesma da partitura encontrada. A canção de letra doce e melodia tranqüila contrasta com a seguinte, “Carry That Weight”.

Carry That Weight – (Lennon/McCartney)
Gravação: 02, 03, 04, 30 e 31 de julho e 15 de agosto de 1969

Na continuação do medley, Paul novamente manda um recado aos Beatles e a Allen Klein: “Rapaz, você vai carregar esse peso por um longo tempo”. No final, a continuação de “You Never Give Me Your Money”, comprovando que a letra era dirigida a Allen Klein.

The End – (Lennon/McCartney)
Gravação: 23 de julho, 05, 07, 08, 15 e 18 de agosto de 1969

A canção de Paul McCartney que encerra o medley encerra também a carreira dos Beatles. Era “o fim” da história construída por quatro rapazes que conquistaram o mundo e cresceram mais que seus projetos. Ringo toca o único solo de bateria de toda sua carreira e Paul, George e John dividem os solos de guitarra. A canção é concluída com a magnífica frase de Paul que soa como o último recado dos Beatles para o mundo: “And in the end, the love you take is equal to the love you make”.

Her Majesty – (Lennon/McCartney)
Gravação: 02 de julho de 1969

Originalmente, a canção de Paul McCartney entraria no disco, entre as canções “Mean Mr. Mustard” e “Polythene Pam”. Alguns bootlegs até apresentam o medley desta forma. Mas acabaram decidindo que a canção ficaria ali escondida, após 14 segundos do final de “The End”. A capa da primeira edição do disco não trazia o título da canção, por isso era como uma surpresa, surgindo após a última faixa, quando todos pensavam que o disco já tinha terminado.


O disco foi lançado na Inglaterra em 26 de setembro de 1969 e uma semana depois já era primeiro lugar em vendas, permanecendo por 18 semanas. Até hoje o disco é o mais vendido do grupo e considerado um dos discos mais importantes do século XX, constando em todas as listas de melhores álbuns e vencedor de diversos prêmios, inclusive o Grammy.


A princípio, o título do disco seria Everest, em referência à marca de cigarros que o engenheiro de som Geoff Emerick fumava. O grupo chegou a cogitar a idéia de uma viagem ao Everest para a sessão de fotos. Por fim, a sugestão acatada foi de irem até o lado de fora dos estúdios para uma sessão de fotos mais simples, da banda atravessando a faixa de pedestres e chamando assim, o disco de Abbey Road, em homenagem aos estúdios que leva o nome da rua onde é localizado. A foto da capa, feita por Iain Macmillan, em uma sessão rápida e produzida quase sem pretensão, é talvez a mais imitada da história e ainda hoje, fãs do mundo inteiro vão diariamente à Abbey Road, conhecer e fotografar o local onde os Beatles pousaram para a capa do disco. Recentemente a EMI anunciou a venda dos estúdios, mas após a manifestação de fãs de diversos países, a gravadora voltou atrás em sua decisão; para alívio de beatlemaníacos de todo o mundo, que veneram o local.


Após a produção de Abbey Road, os Beatles nunca mais se reuniram em sua formação completa. Com projetos diferentes, cada um seguiu sua carreira da maneira que lhe agradava e embora não fosse anunciado, a banda já estava separada.

Abbey Road é, sem nenhuma dúvida, uma prova de amor da banda para todos os fãs. A frase final de “The End” resume tudo: E no final das contas, o amor que você recebe é igual ao amor que você dá.